Depoimentos

Fim da licença-maternidade: 4 meses que passam voando

Se tem uma coisa que passa rápido é a licença-maternidade. No meu caso, foram quatro meses que passaram voando. O mais doloroso é para as mães que trabalham e que, assim como eu, têm de cortar o cordão umbilical (imaginário) criado durante a licença-maternidade para deixar o filho no berçário, com a babá ou com um parente quando acaba a licença. A gente fica pensando se vão se adaptar, se vão se alimentar, dormir, sofrer…

Passei isso com a Alice, que hoje tem quatro anos, e estou passando com o meu bebê de quatro meses. No caso da Alice foi mais difícil, pois além de ser a primeira experiência, não sabia se ela e eu iríamos nos adaptar com a separação. Confesso que na primeira vez que a deixei na escola, eu entrei no carro e chorei até chegar ao trabalho, foi um sofrimento no nível novela mexicana.
O que mais me preocupava é que durante o dia ela só dormia no colo e em movimento (acostumei errado, eu sei). Eu imaginava que no berçário ninguém iria ficar andando de um lado pro outro com ela no colo até pegar no sono e isso me fazia imaginar ela chorando, querendo dormir e sofrendo! Alguns dias antes de ela começar efetivamente na escola eu tentei tirar o costume de dormir no colo, mas não adiantava, era só colocar no berço que a Alice despertava ou chorava e eu sou o tipo de mãe que é contra deixar a criança sozinha chorando no berço, então eu colocava de novo no colo.
Para amenizar meu sofrimento em relação ao sono, conversei muito com a escola, que me dizia que ela se acostumaria a dormir sozinha, como as demais crianças, e que as funcionárias ajudariam, estavam acostumadas. Foi difícil acreditar, mas deu certo. Embora eu não estivesse no berçário para ver, sabia que a Alice dormia bem porque quando a buscava estava calma, tranquila, bem com cara que tinha dormido e mamado bem. Mas o milagre de dormir sozinha só acontecia na escola, pois durante os fins de semana ela sabia que teria o meu colo e do meu marido e não dormia sozinha, tanto que diversas vezes a gente a colocou no carro e dava uma, duas ou dez voltas no quarteirão para ela pegar no sono.
Mas voltando ao corte do cordão umbilical (imaginário), quero acalmar todas as mamães e dizer que o sofrimento de deixar minha filha na escola foi aos poucos passando e no primeiro mês ela já estava acostumada, muito mais do que eu. Hoje, prestes a completar 5 anos, ela continua na mesma escola e conhece e é reconhecida por todos os funcionários e têm um carinho especial por alguns deles.
Ao ver como a Alice é comunicativa, esperta e saudável percebo que não fiz nada de errado em deixar minha bebê no berçário desde o quarto mês de vida e isto está facilitando bastante o processo de deixar o Bento, que está com 4 meses. Tanto que hoje foi o primeiro dia de adaptação dele. Como volto a trabalhar em 15 dias e tem o feriado do carnaval no meio, a escola achou melhor já começar a adaptação. Ele dorme facilmente, então a minha única preocupação é se ele vai pegar a mamadeira, pois ofereci leite na mamadeira apenas duas vezes até hoje e ele só quis brincar com o bico.
A pediatra dos meus filhos disse que dificilmente os bebês não aceitam a mamadeira e que não era para eu sofrer por antecipação. Caso ele não se adapte, é possível oferecer o leite em outros tipos de mamadeiras, bicos ou até mesmo copinho. Depois conto em outro post como foi a adaptação do Bento.
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