Depoimentos

Amamentando o segundo filho

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Já contei em outro post as dificuldades e facilidades em amamentar minha primeira filha Alice, que hoje tem 4 anos. Por acreditar que já sabia tudo, durante a gestação do Bento eu não me preocupei nem por um minuto com esse tema. Não li nada, não preparei nada, nem comprei pomadas, bicos e conchas. Mas eu estava equivocada, eu não era tão expert assim. Com o Bento meu leite diminuiu drasticamente quando passei a tomar anticoncepcional e eu tive de partir para alternativas em busca do aumento do volume de leite.
Na primeira vez que ele mamou foi mágico, ele ‘acoplou’ certinho e mamou bastante. Eu fiquei toda orgulhosa e feliz. Mesmo sendo o segundo filho também doeu o ato de amamentar, mas lá no hospital ganhei uma amostra grátis de lansinoh, que eu passava depois de cada mamada, e o spray de ocitocina, que ajuda a produzir leite e deve ser espirrado nas narinas momentos antes da amamentação.
Durante minha estadia no hospital passei pela mesma enxurrada de informações sobre amamentação, muitas delas contraditórias. Um dizia que tinha de dar leite materno com um intervalo de duas horas e outro que tinha de ser livre demanda. Mas desta vez não dei muita importância, pois já tinha amamentado a Alice até o nono mês de vida.  Além disso, sou adepta à livre demanda, o bebê mama sempre que quer.
Ainda no hospital, meu leite empedrou e uma enfermeira sugeriu eu marcar hora na sala de ordenha para tirar o excesso, pois poderia dar febre e adiar minha alta. Eu aceitei a sugestão, mas fui só uma vez. Como já tinha bastante leite, ainda no hospital parei de espirrar a ocitocina, mas levei o frasco para casa. Já em casa, durante o primeiro mês foi tudo maravilhoso. Bento mamando bastante (de 2 em 2 horas) e sempre com peso acima da média. Como tinha muito leite, eu usava concha o dia inteiro e jogava o excesso na pia do banheiro. Às vezes esquecia de ver a concha e o leite escorria… Usava mais de uma camiseta por dia por causa desse tipo de acidente, era um saco (Lembra daquele história de padecer no paraíso? Então…)
Durante a madrugada, hora que produzia mais leite, eu chegava a tirar 90 ml de uma mama, enquanto o Bento mamava na outra. Eu tinha muito dó de jogar aquele leite e entrei em contato com o Hospital da Mulher aqui de Santo André e passei a doar (vou fazer um post só sobre isso, só preciso de tempo!).
Fiquei muito feliz em ajudar, mas após 45 dias do nascimento eu passei no obstetra e comecei a tomar anticoncepcional Cerazette – que pode ser ingerido enquanto amamenta – e meu leite diminuiu drasticamente. Não conseguia tirar tanto para doar e, para piorar, em algumas mamadas o Bento reclamava, só queria mamar andando (imagine meu braço) ou com bico de silicone. Eu logo achei que era por causa da diminuição da quantidade de leite. Como isso aconteceu durante um feriado prolongado e não consegui contato com meu médico e com a pediatra, comecei a pesquisar com algumas pessoas e na internet e ‘descobri’ que poderia ser culpa do anticoncepcional. Não pensei duas vezes, parei de tomar o remédio.
E para voltar a ter leite em abundância, passei imediatamente a tomar litros de água e de chá da mamãe da Weleda e voltei a aplicar o spray de ocitocina. Também comecei a tomar cápsulas de alfafa e tintura de algodoeiro, ambos feitos na farmácia de manipulação sob encomenda (vou fazer outro post com dicas para aumentar o leite!). Não sei se foi a água, o chá ou os remédios, só sei que o leite voltou, não em quantidade suficiente para doar, mas para alimentar bem o Bento, que continuou engordando!
Como o chá e os remédios manipulados são caros, por dois meses gastei bastante, muito além do que gastaria se simplesmente deixasse de amamentar e oferecesse o leite em pó. Mas o investimento valeu a pena e fiquei muito feliz porque não queria dar leite em pó antes do quarto mês, ou seja, só queria dar quando voltasse a trabalhar.
Quando eu pensei que estava tudo bem, lá se foram os 4 meses de licença-maternidade, os 15 dias de licença-amamentação e 18 dias de férias, ou seja, volto a trabalhar na próxima semana e tive de começar a adaptação do Bento no berçário, no entanto, logo começou outra dorzinha de cabeça: eu adiei tanto o uso de leite em pó que agora, por ironia do destino, estou tendo dificuldade de o Bento aceitar a mamadeira.
Sim, minha gente, ele só quer saber de peito. As tias do berçário estão dando um duro danado para que ele se adapte à mamadeira. Ele toma muito pouco, cospe e fica brincando com o bico, dá pra acreditar? Os altos e baixos da adaptação ficarão para outro post, aguardem e até mais!

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