Saúde e bem-estar, Sem categoria

Cuidado com o peso excessivo das mochilas das crianças

Fisioterapeuta explica como mochilas muito pesadas afetam as estruturas dos ossos, músculos e articulações das crianças e adolescentes

É muito comum ver crianças e adolescentes indo para as escolas carregando mochilas enormes, cheias de livros, cadernos e até laptops, mas isso pode representar um risco para a coluna vertebral, principalmente destes que ainda estão em fase de crescimento. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), 80% da população mundial tem predisposição a pelo menos uma crise de dor nas costas. E segundo a fisioterapeuta Ana Gil, o peso e a má utilização das mochilas podem ser fatores causais dessas dores nos jovens.

A especialista argumenta: “As crianças e adolescentes ainda estão em fase de formação das estruturas ósseas, musculares e cartilaginosas, então, as chances de deformações na coluna vertebral como hiperlordose, hipercifose e escoliose são maiores. É preciso cuidado com o excesso de peso recorrente, como é o caso do dia-a-dia das crianças com as mochilas escolares”, diz Ana Gil.

“Além do excesso de peso, existem outros hábitos agravantes como alças muito finas; mochilas muito compridas, pois o ideal é que elas fiquem nas costas e não na lombar e muito menos no quadril;e carregar a mochila com apenas uma das alças, pois isso pode contribuir para dores nos ombros, e assimetrias”, completa a fisioterapeuta.

Ana Gil acrescenta que o correto é que o peso da mochila seja de no máximo 10% do seu peso corporal. “Se a criança pesa 40kg, então a mochila deve pesar 4kg”, diz.

Ana Gil ainda alerta que“os pais devem ficar atentos a relatos de dor e também a presença de assimetrias de ombro ou coluna, onde um ombro fica mais alto do que o outro ou a coluna mais inclinada para um lado, e buscar auxílio médico ou fisioterapêutico se necessário”.

A fisioterapeuta diz que o RPG (Reeducação Postural Global) é um excelente método de prevenção e tratamento de irregularidades na postura e na coluna vertebral. “Infelizmente, os brasileiros em geral não têm comportamento preventivo e muito menos de buscar tratamento imediato. Mas, diversos estudos apontam que as alterações posturais, quanto antes tratadas, melhor. Logo, crianças e adolescentes deveriam buscar uma avaliação detalhada e o tratamento, se for o caso, o quanto antes. Principalmente com a rotina escolar que os obrigam a carregar muito peso diariamente e, não só isso, mas também pela má ergonomia das cadeiras escolares e do uso excessivo de smartphones e computadores, que também contribuem para uma má postura”, conclui a especialista.

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