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Vacina para febre amarela será estendida a todo o Estado de São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde anunciou a ampliação da vacinação contra a febre amarela para todo o Estado de São Paulo após a morte de três pessoas nos últimos dias. Duas vítimas se infectaram na zona rural do Município de Mairiporã, região metropolitana. A terceira vítima faleceu em Guarulhos após ter contraído a doença na zona rural de Nazaré Paulista, município que faz divisa com Mairiporã.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, David Uip, a vacina será fracionada para ampliar a imunização e não faltar para aqueles que procurarem. Já nas áreas de risco, permanece a dose única conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A dose fracionada é mais fraca que a dose integral e protege por até nove anos, enquanto a oferecida atualmente dura a vida toda. Quem já tomou a dose anteriormente tem imunidade e não há necessidade de nova imunização.

Na ampliação, serão priorizadas as zonas de mata que formam os corredores ecológicos com maior chance de transmissão da doença – a febre amarela silvestre, por meio da infecção de macacos por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Neste caso, a transmissão ocorre quando o mosquito pica um macaco infectado e depois pica o homem, transmitindo a doença.

A outra forma é a febre amarela urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ele pica um homem infectado e depois pica outro homem. Porém, não há ocorrência desta infecção no país desde 1942.

A imunização é indicada para adultos não vacinados e crianças a partir de 9 meses (em áreas de risco, crianças a partir de 6 meses).  Não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas com alergia a ovos ou derivados, transplantados e pacientes em tratamento com quimioterapia, radioterapia e com corticoides em doses elevadas.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de 02 de janeiro de 2018, em 2017 foram registrados 151 casos suspeitos de febre amarela no Estado de São Paulo, sendo 53 confirmados e 10 óbitos. O surto de febre amarela que atingiu o Brasil em 2017 foi o maior com número de casos em humanos desde 1980.

Febre amarela – entenda

De acordo com o infectologista do Hospital Santa Paula, Marcelo Mendonça, a febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo vírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, transmitida em áreas silvestres, próximas ou não aos centros urbanos. É transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Embora não esteja ocorrendo, existe um potencial de risco nas áreas urbanas infestadas pelo Aedes aegypti que pode vir a se tornar um transmissor da doença.

“Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença, além do cuidado redobrado com o mosquito Aedes aegypti. É muito importante não deixar água parada para impedir que ele se reproduza, além da utilização de telas em janelas e portas e mosquiteiro para evitar o contato com o mosquito”, afirma.

Uma vez infectado, os principais sintomas são febre, calafrios, dores no corpo, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, os pacientes apresentam hemorragias, que podem levar à morte. O tratamento é sintomático, com antitérmicos e analgésicos (exceto anti-inflamatórios e salicilatos) com muita ingestão de líquido e repouso.

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